Razões da candidatura




Lista RA



No caminho de uma nova Ordem
 

Candidatura encabeçada pelo Engº Carlos Mineiro Aires






Razões
Quando, há cerca de 3 anos, encabeçámos a lista candidata ao Conselho Diretivo da Região Sul, estávamos já cientes dos desafios que nos próximos mandatos se iriam colocar à Ordem dos Engenheiros (OE), muito embora o caminho entretanto percorrido no atual mandato, cujo final se avizinha, nos tenha permitido tomar verdadeiro conhecimento das dificuldades e do quotidiano da nossa associação profissional. Tal conhecimento prático muito nos enriqueceu e permitiu-nos termos uma nova visão de uma atividade que, embora sendo muito exigente, é exercida de forma voluntária e sem quaisquer contrapartidas pecuniárias, pelo que hoje temos outras perspetivas do que deverá ser o caminho a percorrer pela Ordem dos Engenheiros.
A Região Sul, como julgamos ser notório, passou neste mandato a ter um papel determinante na vida da OE e, por consequência, uma visibilidade condicente com a representatividade maioritária (cerca de 58%) que o seu número de associados lhe confere, sem nunca ter deixado de assumir-se como um parceiro colaborante na procura de soluções para os problemas da Ordem, em geral, e dos seus membros, em particular.
Neste quadro, reforçámos os vínculos de união com as Regiões Norte e Centro e com as Secções Regionais dos Açores e Madeira, defendendo sempre a coesão e a partilha de soluções com as estruturas descentralizadas e, a nível do Conselho Diretivo Nacional (CDN), sempre procurámos ajudar a encontrar os caminhos e a solidez que só a unanimidade consensual pode garantir às organizações.
Conseguimos reunir, numa só equipa, membros com longa e proveitosa experiência na gestão dos órgãos regionais da OE, aliada à entrada de novos membros dirigentes, como foi o caso do Presidente, o que garantiu uma transição de mandato com a competência e a tranquilidade a que a exposição pública nos obriga, embora convictos da necessidade de inovação e de refrescamento que a consolidação de um projeto de futuro requer.
Chegamos ao fim do mandato com a convicção de que os órgãos eleitos da Região Sul, independentemente do facto de terem sido eleitos em duas listas concorrentes, contribuíram conjuntamente e de forma decisiva para melhorar a OE, defendendo os interesses e os direitos dos seus membros, independentemente das áreas ou dos setores de atividade em que exercem a sua profissão.
Nesta recandidatura, é com orgulho que integramos todos os membros eleitos nas anteriores eleições, mesmo que em listas diferentes, o que é sinal da convergência que existiu ao longo deste mandato.
Recordo que, para tal, a atuação do Conselho Diretivo da Região Sul assentou, e continuará a fazê-lo, nas seguintes linhas de atuação:
-        A valorização e dignificação da Engenharia e dos Engenheiros;
-        A representação e defesa dos interesses dos Engenheiros;
-        A observância da ética e deontologia profissional;
-        A proximidade aos Colégios Regionais e às Delegações Distritais e à perceção do seu quotidiano;
-        A atuação articulada entre os órgãos nacionais e regionais;
-        A proximidade ao meio académico e empresarial;
-        A visão da responsabilidade social da profissão de Engenheiro e os deveres de atuação que defendam princípios de sustentabilidade.
No final do mandato, acrescentamos, sem qualquer relutância, mais três itens que entretanto se tornaram prioritários:
-        Uma especial e oportuna atenção ao novo paradigma da profissão, dado que um número significativo dos nossos membros foram forçados a exercer a sua atividade em países estrangeiros;
-        A evidente melhoria das condições de atendimento e de informação aos nossos membros;
-        A aquisição e remodelação das instalações da Região Sul, quer a nível da sede, quer a nível das Delegações Distritais;
-        Uma grande aposta na cativação dos jovens para a sua adesão à Ordem dos Engenheiros, o que fez com que durante este mandato tenhamos garantido a inscrição de cerca de 1500 membros estudantes, ie, cerca de 90% do total de inscritos nesta categoria na OE;
Foi feito um grande esforço para chegar junto dos nossos membros, com informação constante e atualizada, própria ou integrando o Portal da OE, através da realização de inúmeros eventos de natureza diversa, quer promovidos pelo Conselho Diretivo, quer pelos Colégios Regionais, quer pelas Delegações Distritais, no que temos sido retribuídos com o reconhecimento de que alguma coisa mudou na Região Sul e de que hoje temos outra visibilidade.
Porque estamos convictos de que hoje detemos suficiente conhecimento para podermos ajuizar aquilo que entendemos ser o melhor caminho para o futuro da Ordem dos Engenheiros, onde há muito para fazer e percorrer, bem como conhecemos com suficiente detalhe os novos desafios que se colocam às empresas portuguesas, aos engenheiros e, sobretudo, aos nossos membros mais jovens, devido à grave situação económica que o país atravessa, o que obriga a alterar significativamente o modelo tradicional em que a atuação da Ordem se baseava, entendemos ser nosso dever continuar um trabalho que tem produzido frutos e podermos contribuir para que um futuro melhor possa chegar mais depressa.
É esta é a motivação que anima a nossa recandidatura, percorrendo o caminho de uma nova Ordem.


Balanço do mandato 2010-2013
Uma equipa que termina um mandato e que se recandidata a um novo mandato, tem certamente direito e legitimidade de pretender fazer, obviamente no seu ponto de vista, o balanço do que foi o seu desempenho.
A quem nos elegeu e aos potenciais eleitores da nossa recandidatura caberá ajuizar e avaliar o que fizemos e, mais à frente, o que pretendemos continuar a fazer.

Remodelação e aquisição das instalações
No que se refere à remodelação e aquisição das instalações da Região Sul, conseguimos, no mandato que termina, o objetivo de dotar a Região Sul, no seu total, de instalações adequadas, sendo de salientar:
  •  Abertura da sala de atendimento (front office) no Piso 0 do edifício sede, onde os membros de forma confortável e rápida passaram a poder tratar de todos os assuntos relacionados com a atividade e regulação profissional;
  • Criámos, também no Piso 0 da sede, a designada zona net, onde os nossos membros passaram a poder dispor de acesso livre a computadores, impressoras e à internet, o que lhes facilita a sua vida pessoal e a resolução de assuntos associativos;
  • O Piso 2, onde se encontram instalados os serviços administrativos da Região Sul, foi também objeto de remodelação, com o objetivo de melhorar a dignidade das instalações, dando melhor condições de conforto no atendimento aos nossos membros e de trabalho para os nossos colaboradores, onde também foram instalados postos de internet para uso dos membros, para além da otimização do espaço disponível;
  • O Piso 5, ocupado pelo Conselho Diretivo da Região Sul e por outras áreas de apoio, também foi objeto de uma profunda remodelação, que passou a dispor de instalações com a dignidade que a maior Região merece, o que finalmente pôs fim a uma situação que nos envergonhava aquando da receção de convidados e membros, obrigando-nos a recorrer a outras instalações que estivessem disponíveis;
  • O restaurante da Ordem dos Engenheiros, que é gerido pela Região Sul, também foi integralmente remodelado, pois encontrava-se num estado de degradação que em nada dignificava a imagem da OE perante os inúmeros utentes que diariamente o procuram;
  • Foi adquirida uma fração de um edifício (loja) onde, após obras de adaptação e remodelação, foram inauguradas as novas instalações da Delegação Distrital de Évora, tendo sido abandonadas as antigas instalações que em nada dignificavam a Ordem dos Engenheiros;
  • Do mesmo modo, também foi adquirida uma fração de um edifício (loja) para as novas instalações da Delegação Distrital de Santarém que, após obras de adaptação e remodelação, foram inauguradas Novembro passado;
  • Na Delegação Distrital de Faro, foram realizadas melhorias significativas, muito embora ainda careça de oportuna intervenção que já se encontra em curso;
  • A Delegação Distrital de Portalegre foi alvo de uma remodelação de equipamentos informáticos e de mobiliário, também estando neste momento dotada dos meios necessários para um atendimento digno dos membros que até ali se dirigem.


Atendimento aos membros, informação e comunicação e património cultural
Apostámos na alteração da forma tradicional de comunicação e de organização de eventos que até agora existia, com consequentes benefícios de imagem, sendo de salientar:
  • Para além da abertura do front office já referido, e das facilidades de acesso à internet criadas no Piso O e no Piso 2, hoje também nas Delegações Distritais os nossos membros podem tratar localmente de todo e qualquer assunto do seu interesse, e também online, quer através de contacto direto com a sede, quer na área reservada do Portal;
  •  Decidimos descontinuar o Boletim Informativo, publicado em suporte de papel e com elevados custos de expedição, substituindo por:
-        “A Região Sul Informa”, uma publicação eletrónica para divulgação de eventos e comunicados;
-        Uma newsletter intitulada “OE a Sul”, outra informação eletrónica complementar, que, para além de artigos de opinião e informação sobre a atividade da Região Sul, abriu um espaço aos Colégios Regionais e às Delegações Distritais;
-        Presença atualizada e constante nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, que constituem atualmente ferramentas essenciais de comunicação.
  • Fomos pioneiros na institucionalização da figura do “Provedor da Região Sul”, que, com elevada procura, passou a acolher as reclamações e preocupações dos nossos membros;
  • Aderimos, naturalmente, e contribuímos para a construção do novo Portal da Ordem dos Engenheiros, onde procuramos manter atualizada toda a informação relativa à atividade da Região e onde é possível a inscrição online, de forma rápida e cómoda, em todos os eventos promovidos pela Região Sul.
  • Os Colégios Regionais, motivados e empenhados na sua missão, organizaram centenas de eventos da mais diversa natureza, sempre com grande adesão e procura;
  • As Delegações Distritais tiveram sempre, da parte do Conselho Diretivo, o maior apoio, o que lhes permitiu desenvolver atividades próprias viradas para as regiões que cobrem, onde a presença mais alargada dos membros da Região Sul foi uma constante, o que demonstra a sua vitalidade e capacidade de trabalho;
  • A Região Sul coordenou, ainda, o Grupo de Trabalho que procedeu às necessárias alterações no Regulamento de Eleições e a atividade da empresa contratada para a implementação do voto eletrónico nas eleições que se avizinham;
  • Pela primeira vez, foram colocadas em consulta pública, no Portal, as nossas propostas para os diversos Planos de Atividades, bem como a divulgação atempada dos Relatórios de Gestão dos exercícios anuais, numa postura de total transparência e de manifestação de vontade de partilha da informação e de recolha de sugestões;
  • Passámos a celebrar o Dia do Engenheiro da Região Sul, no fim de semana próximo ou a seguir ao dia 12 de Maio, onde temos procurado fomentar a vida associativa, através de iniciativas de prestígio que pretendem relevar e homenagear os nossos membros, para além de constituir uma oportunidade para convívio e de prática desportiva entre engenheiros;
  • Desenvolvemos, ainda, um projeto para reorganização e preservação do vasto património e espólio cultural que a Região Sul detém, nomeadamente procurando revitalizar a nossa biblioteca e o seu vasto e diversificado conteúdo. Atualmente, é assim já possível consultar no Portal da OE a base de dados atualizada de obras disponíveis para requisição
  • Passámos a organizar viagens destinadas aos nossos membros, as quais apesar do nosso empenho, têm tido uma procura abaixo das expetativas, sobretudo depois da crise económica que também afetou significativamente o poder de compra da maioria dos membros da Ordem dos Engenheiros;
  • No edifício sede, implementámos uma atividade de merchandising, sem quaisquer objetivos comerciais que visem o lucro, mas apenas a disponibilização de produtos com a imagem da OE. Para além do edifício sede, os artigos estão já disponíveis em duas das Delegações Distritais da Região (Évora e Santarém);
  • Os Jantares debate e outras iniciativas levadas a cabo no Restaurante da Ordem dos Engenheiros, quer pelo Conselho Diretivo, quer pelos Colégios Regionais, tornaram-se uma referência com uma elevada procura, dado o interesse dos temas abordados e a qualidade dos nossos oradores e convidados;
  • Continuámos a apoiar atividades culturais e de lazer, tais como o Grupo Coral da Região Sul da Ordem dos Engenheiros, o Clube de Karting, o Clube de Bridge e o Clube de Golfe dos Engenheiros, ainda, a Associação Mutualista dos Engenheiros.
  • Atendendo às dificuldades económicas que muitos engenheiros enfrentam, fruto do atual contexto de crise, assumimos a responsabilidade social que pensamos ser nosso dever ter, apoiando a atividade da Associação Mutualista dos Engenheiros (AME) quer através de donativos anuais, quer no apoio à divulgação das suas iniciativas e atividades, disponibilizando os canais de comunicação da Região Sul e promovendo breves apresentações de esclarecimento sobre a atividade da AME nos Cursos de Ética e Deontologia.

Adequação de meios humanos
Aproveitando o facto de alguns dos colaboradores terem passado à situação de reforma e cientes de que os meios de que dispúnhamos não eram suficientes para que fossem atingidos os nossos objetivos, o Conselho Diretivo procedeu ao recrutamento de novos colaboradores que eram fundamentais para podermos assegurar o reforço das áreas de atendimento, comunicação institucional e organização de eventos, o apoio jurídico aos membros e à gestão corrente, o que permitiu otimizar e melhorar a nossa atividade.
Neste particular aspeto é de referir que o Conselho Disciplinar, graças ao apoio dado pelo Conselho Diretivo, conseguiu eliminar um enorme passivo de questões de natureza disciplinar que se encontravam pendentes há alguns anos.
Também no mandato que termina, embora tendo corrido o risco de perder alguns membros, conseguimos identificar e notificar cerca de 3000 membros estagiários que se encontravam em situação irregular e em violação do normativo aplicável, nomeadamente os prazos de entrega dos respetivos relatórios de estágio.
Hoje, a manter-se o nível de procura de serviços e de organização de eventos, a Região Sul está adequadamente apetrechada para poder dar resposta às diversas solicitações com que se depara.


Relações externas
Ao longo do mandato a Região Sul estabeleceu relações de excelência com escolas e universidades, tendo apoiado inúmeras iniciativas académicas, quer promovidas pelos órgãos diretivos das escolas, quer pelos estudantes, publicações de livros técnicos ou de matérias relacionadas com a engenharia, procurando estar presente em eventos que possam contribuir para a dignificação da Engenharia, da Ordem dos Engenheiros e da sua imagem perante a sociedade.
Cientes que a formação contínua é uma necessidade cada vez mais evidente, foram renovados e estabelecidos novos protocolos com instituições de ensino de excelência, bem como com outras entidades prestigiadas, que nos permitiram desenvolver ações de formação à medida das necessidades dos nossos membros.

Atividade institucional
Dado que a Região Sul integra estatutariamente o Conselho Diretivo Nacional (CDN), é neste órgão, onde  que devem ser encontradas, de forma consensual, as grandes orientações e deliberações que pautam a atividade da Ordem dos Engenheiros, como habitualmente tem sucedido.
A nossa representação no CDN tem, nesse sentido, mantido um elevado sentido de responsabilidade, procurando sempre que sejam encontradas soluções consensuais e unânimes, sem, todavia, abdicarmos dos nossos pontos de vista.
Neste quadro, foi desenvolvido um trabalho silencioso e possivelmente pouco conhecido que, todavia, tem sido profícuo e com resultados visíveis, como é o caso, por exemplo, da revisão do Regulamento de Admissão e Qualificação (RAQ), adequando-o ao processo de Bolonha, e do Regulamento de Eleições e Referendos (RER), que passou a incorporar o voto eletrónico, e que foram aprovados por larga maioria pela Assembleia de Representantes.
Cientes da necessidade que a Ordem dos Engenheiros tem de, cada vez mais, estar voltada para o exterior, em todas as áreas, internas e internacionais, que tenham interesse para os nossos membros, foi criado o Gabinete de Relações Externas (GRE) que concentra e coordena todas as atividades e assegura a gestão dos acordos e protocolos que a ordem subscreveu.
Neste contexto, temos procurado estabelecer parcerias e protocolos de colaboração com organizações internacionais congéneres, aliás com bastante sucesso, dado que, por antecipação, estabelecemos condições para um bom acolhimento e existência de condições de trabalho para os nossos membros, com base no reconhecimento recíproco de qualificações profissionais, onde apenas subsiste por resolver a situação dos nossos membros no Brasil, o que não se deve à falta do nosso empenho, antes pelo contrário, mas a razões até agora incontornáveis.

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